Home / Notícias / SEMINÁRIO ALERTA PARA OS PERIGOS DA BROCA DO CUPUAÇU E A ENTRADA DA MONILÍASE DO CACAU NO BRASIL
SEMINÁRIO ALERTA PARA OS PERIGOS DA BROCA DO CUPUAÇU E A ENTRADA DA MONILÍASE  DO CACAU NO BRASIL

SEMINÁRIO ALERTA PARA OS PERIGOS DA BROCA DO CUPUAÇU E A ENTRADA DA MONILÍASE DO CACAU NO BRASIL

A Monilíase do Cacau é uma praga que inevitavelmente irá entrar no Brasil, alertaram os técnicos que participaram do Seminário sobre este assunto, que ocorreu na quarta-feira (12/12), no auditório da Prefeitura de Brasil Novo. “Ela é uma praga que afetará a capacidade de vender o produtos, por isto é considerada quaternária, que significa que não é daqui do Brasil, é exótica, tem um impacto econômico avassalador e tão grande que justifica uma intervenção nacional, inclusive com a edição de leis e normas para combatê-la”, explicou Miltom Leite do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). O perigo da Monilíase é que no primeiro ano, atinge 30% dos frutos, com dois anos  60%  e no terceiro ano 100% e o produtor tem perda total da produção.

O prefeito Alexandre Lunelli, no início do Seminário, alertou sobre a importância da região se preparar e começar a fazer sua defesa. “Conte com a Prefeitura de Brasil Novo, por que a agricultura é a base do nosso desenvolvimento e muitos agricultores familiares dependem desse fruto (cacau) que gera a riqueza da região. “Temos que ser multiplicadores destas informações que estão sendo repassadas neste seminário”destacou. O Secretário de Agricultura, Joel Guerra, complementou dizendo que “é muito mais fácil combater com prevenção e se antecipar ”

A doença da Monilíase do cacau encontra-se atualmente no Peru, Colômbia e Bolívia e pode entrar por diversos estados brasileiros como o Acre, Rondônia e Amazonas. O diretor da CEPLAC, Paulo Henrique, ressaltou que este Seminário serve muito mais que um alerta, “precisamos evitar, e isto requer um conjunto de atividades, com destaque para a presença da assistência técnica, orientando os produtores  e com isto nós estamos dispostos a contribuir. Para Pedro Paulo Araújo, da Adepará o momento é de aprofundar os conhecimentos sobre esta praga e explicou que a broca do cupuaçu já está na região. “Por isto é importante, esclarecer o agricultor pois se ele quer produzir mais, vai ter que trabalhar com mais manejo. se o agricultor desconfiar, não precisa ter certeza, tem que pedir para um técnico fazer a detecção para fazer o controle destas pragas”.

Aqui no Brasil ainda não tem a doença, mas como ela se prolifera pelo ar e pelo transporte humano, os técnicos brasileiros acreditam que em breve ela vai chegar no país e por este motivo o governo Brasileiro já construiu uma Política Nacional de Combate a Monilíase, e o Ministério da Agricultura, junto com as agências de desenvolvimento estaduais, como a Adepará, e instituições como a Embrapa e Ceplac, já estão fazendo levantamentos fitossanitários de detecção, para verificar se tem alguma ocorrência em alguma região, trabalhando ações de educação sanitária junto aos agricultores, capacitando técnicos para reconhecer e instruir os produtores de como se prevenir e combater, criando legislações e normas que possam contribuir para evitar a entrada de agentes que podem estar contaminados, e o desenvolvimento de pesquisas. “Se a doença entrar o cacau acaba? Não nós vamos sobreviver por meio de ações e pesquisas, por isto que todas estas medidas formam a Política Nacional de Combate a Moniliáse”, explicou Miltom Leite.

Nesta fase de levantamentos, segundo pesquisas de campo realizadas pelo Ministério da Agricultura, aqui no Pará a broca do cupuaçu já se encontra na região de Santarém, por isto é importante evitar trazer cupuaçu daquela região para cá. Neste trabalho de campo, nos últimos 4 a 5 anos foram visitados 25 municípios e 720 propriedades, no eixo da Transamazônica e do rio Tapajós. A Adepará também fez estes levantamentos caminhando pelas propriedades no caso da broca do Cupuaçu e no caso da Moniliase, nas áreas próximas de maior transito de pessoas e veículos.

O agricultor tem que se preparar. Se quiser produzir tem que trabalhar mais o manejo e se preocupar mais com a produção, melhorando o tratamento da amêndoa. Na parte de prevenção algumas medidas já estão sendo divulgadas como eficaz para evitar que a doença se propague. Uma delas se refere a detecção e eliminação da monilíase no fruto nos três primeiros meses, e não deixar chegar no último estágio de esporos, fazendo o controle biológico. “Quando suspeitar que o fruto está como monilíase, deve-se procurar um técnico para verificar”. Evitar fazer o manejo no horário entre 10h e 16h, horário em que o sol está mais quente e isto facilita o transporte do fungo. Fermentar e produzir uma amêndoa do tipo 1 e 2, Controlando a umidade do solo, através do manejo e do controle de poda, e na eliminação e borrifamento das cascas de cacau, são algumas orientações para evitar a propagação desta praga.

 

GOVERNO POPULAR

“Juntos Somos Mais Fortes”

 

Por Luis Henrique Silveira

Fotos Gleyson Macário

ASCOM/PMBN

DSC_0029DSC_0024DSC_0065
DSC_0060
DSC_0058
DSC_0044
DSC_0043
DSC_0042
DSC_0034
DSC_0033
DSC_0032
DSC_0014
DSC_0012
DSC_0009
Cred. Cleyton Macário DSC_0006

Deixe uma resposta

Seu email nao sera publicado. Required fields are marked *

*

Scroll To Top